domingo, 16 de julho de 2017

AS DUAS CANOAS
Havia um pescador que muito trabalhava para ter uma vida melhor. Ter uma canoa nova era o seu maior sonho e esse sonho era o que o impulsionava para a luta.
Depois de muito trabalhar, pode ele, então, comprar a tão sonhada canoa, mais resistente que a outra, de fibra e que, com certeza, lhe daria maiores condições de chegar ao alto mar onde sempre quisera ir pescar.
Seus amigos fizeram festa e ele, ansioso não via a hora de lançar sua canoa nova ao mar e seguir rumo ao seu objetivo: a pesca.
Ao entrar na canoa nova, o pescador sentiu uma nova insegurança, como se não estivesse pronto ainda para se desfazer da canoa velha, primitiva, cheia de remendos. Sentiu que se a nova lhe daria alegrias, na velha tinha confiança e, alem de tudo, podia ir e vir pelos lugares já conhecidos.
Cheio de dúvidas resolveu levar as duas canoas para o alto mar e lá se foi, e, curiosamente, passava de uma canoa para outra, ora remendando uma, ora remando outra, sem saber que perdia o controle de ambas. De repente eis que surge uma tempestade e o pescador, em desespero não sabia qual canoa salvar.
De longe o seus companheiros sentiram seu desespero e foram ao seu encontro, gritando-lhe:
- Amigo é preciso tomar uma decisão, desfaça-se de uma das canoas, corte a corda que as une ou você perderá a ambas!
O pescador, então, teve que decidir qual canoa ficar.
Voltando a história do homem das duas canoas, vemos que os companheiros foram ao seu encontro no momento em que ele mais precisou, no momento em que ele poderia perecer. Porém, não decidiram por ele, apenas orientaram-no que era preciso fazer ali uma escolha: com qual canoa ficar
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