domingo, 16 de julho de 2017

A história do pescador e do banqueiro

Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador.
Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho.
O banqueiro elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe: “Quanto tempo gastou para pescá-los?”
O pescador respondeu que pouco tempo. Então O banqueiro perguntou: “Por que não gasta mais tempo e tira mais pescado?”
O pescador disse que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família.  Mais uma vez, o banqueiro perguntou: “Mas o que você faz com o resto do seu tempo?”
O pescador disse: “Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, tiro um cochilo com minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco violão com os meus amigos.
O banqueiro replicou: “Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros.
Em vez de vender o peixe a um intermediário, poderia fazê-lo diretamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição.
Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, de onde geriria a sua empresa em expansão”.
O pescador perguntou: “Mas, quanto tempo demoraria isso?”
 O banqueiro respondeu: “Entre 15 e 20 anos”.
“E depois?“, perguntou o pescador.
O banqueiro deu risada e disse que essa era a melhor parte: “Quando chegar a hora, deveria anunciar uma IPO (Oferta Pública de Aquisição) e vender as ações da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões! ”
Milhões … E depois?“, tornou o pescador.
Daí O banqueiro responde:
“Poderá então se aposentar e ir para uma cidade no litoral, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar violão com os seus amigos”.
Então o pescador pergunta: “Por acaso isso não é o que já tenho?”
Moral da história
Será que não seríamos mais felizes se simplesmente aproveitássemos o que já temos? A felicidade está no caminho, não no fim.

AS DUAS CANOAS
Havia um pescador que muito trabalhava para ter uma vida melhor. Ter uma canoa nova era o seu maior sonho e esse sonho era o que o impulsionava para a luta.
Depois de muito trabalhar, pode ele, então, comprar a tão sonhada canoa, mais resistente que a outra, de fibra e que, com certeza, lhe daria maiores condições de chegar ao alto mar onde sempre quisera ir pescar.
Seus amigos fizeram festa e ele, ansioso não via a hora de lançar sua canoa nova ao mar e seguir rumo ao seu objetivo: a pesca.
Ao entrar na canoa nova, o pescador sentiu uma nova insegurança, como se não estivesse pronto ainda para se desfazer da canoa velha, primitiva, cheia de remendos. Sentiu que se a nova lhe daria alegrias, na velha tinha confiança e, alem de tudo, podia ir e vir pelos lugares já conhecidos.
Cheio de dúvidas resolveu levar as duas canoas para o alto mar e lá se foi, e, curiosamente, passava de uma canoa para outra, ora remendando uma, ora remando outra, sem saber que perdia o controle de ambas. De repente eis que surge uma tempestade e o pescador, em desespero não sabia qual canoa salvar.
De longe o seus companheiros sentiram seu desespero e foram ao seu encontro, gritando-lhe:
- Amigo é preciso tomar uma decisão, desfaça-se de uma das canoas, corte a corda que as une ou você perderá a ambas!
O pescador, então, teve que decidir qual canoa ficar.
Voltando a história do homem das duas canoas, vemos que os companheiros foram ao seu encontro no momento em que ele mais precisou, no momento em que ele poderia perecer. Porém, não decidiram por ele, apenas orientaram-no que era preciso fazer ali uma escolha: com qual canoa ficar
.

sexta-feira, 28 de abril de 2017



AMIZADE SEM TRATO
Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?
Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa – nem deve – vir acompanhado de um motivo. As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor – tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem.
Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços – mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.
Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

MARTHA MEDEIROS
A escola de pintura

 Imagine uma escola de pintura. Ao entrar, você recebe uma tela em branco
e encontra vários alunos pintando.
Muitos estão trabalhando há anos, e os quadros são de todos os tipos,
desde obras maravilhosas até telas completamente destruídas.
As tintas, pincéis e materiais de pintura estão espalhados por toda a sala,
alguns bem acessíveis, utros em locais bem difíceis.
Apesar de ser uma escola, não há professores. É tudo por sua conta.
O que você faria nessa situação?
Pegaria qualquer pincel e simplesmente espalharia tintas em sua tela?
Observaria os que estão trabalhando e tentaria imitar alguém talentoso?
Juntaria sua tela às de outras pessoas e pintaria um grande painel em equipe?
Tentaria criar uma obra original e aprender com seus próprios erros?
Utilizaria ape- nas os materiais mais acessíveis
ou batalharia para conseguir também os mais difíceis?
Volto a perguntar, o que você faria?
Na minha opinião, a vida é como esta escola de pintura.
As pinceladas são as nossas ações.
Às vezes, damos pinceladas de mestre.
Usamos o tipo certo de pincel, a mistura correta das cores e movimentos precisos.
São as nossas boas ações. Aquelas que nos fazem dormir tranqüilos
e com um sorriso no rosto.
Outras vezes, borramos todo o nosso quadro e pensamos:
“Argh! Estraguei tudo. Não tem mais jeito”.
Desejamos até jogar a tela fora e parar com tudo.
Vamos dormir arrasados e querendo morrer.
É nesta hora que precisamos lembrar da escola de pintura.
Não se desespere. Por mais borrado que seu quadro esteja,
você sempre pode pegar um pincel limpo, as tintas certas e pintar por cima.
Se você disse algo ruim para alguém, peça perdão.
Se fez algo que não deveria, volte lá e conserte.
Se deixou passar uma oportunidade de elogiar;
procure a pessoa ou pegue o telefone e faça o elogio.
Se teve vontade de acariciar alguém e não o fez,
faça-o na próxima vez que encontrá-lo(a)
e diga-lhe apenas que está acertando seu quadro;
tenho certeza de que você será compreendido.
A única coisa que você não deve fazer é deixar os borrões aparecendo.
Não interessa quão antigos eles sejam.
Se estiverem lá; corrijaos.
É corrigindo que aprendemos a não cometê-los
e nos tornamos artistas cada vez melhores.
Fazendo assim, não importa se teremos mais duzentos anos
ou apenas mais um dia para nossa pintura.
Quando formos chamados para expô-la, ela estará perfeita.
Talento, tenho certeza, todos nós temos.

-Lopes, Roberto O livro da bruxa / Roberto Lopes. - São Paulo 2003.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sombra - Emmanuel







Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.
Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.
Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.
Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.
Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.
Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.
Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.
Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.
Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.
A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.



Emmanuel
De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

terça-feira, 7 de março de 2017




20 exercícios para Reforma Íntima



1. Executar alegremente as próprias obrigações.
2. Silenciar diante da ofensa.
3. Esquecer o favor prestado.
4. Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
5. Emudecer a nossa agressividade.
6. Não condenar as opiniões que divergem da nossa.
7. Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8. Repetir informações e ensinamentos sem qualquer
azedume.
9. Treinar a paciência constante.
10. Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem
biografar nossas dores.
11. Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
12. Desculpar sem desculpar-se.
13. Não dizer mal de ninguém.
14. Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
15. Alegrar-se com a alegria dos outros.
16. Não aborrecer quem trabalha.
17. Ajudar espontaneamente.
18. Respeitar o serviço alheio.
19. Reduzir os problemas particulares.
20. Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

(Francisco Cândido Xavier)
:
ONDE ANDARÁ O MEU DOUTOR?
(Autor ou Paciente Desconhecido)
"Hoje acordei sentindo uma dorzinha. Aquela dor sem explicação e uma palpitação.
Resolvi procurar um Doutor e fui divagando pelo caminho. Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco. E que pra mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo. O meu doutor que curava a minha dor, não apenas a do meu corpo mas a da minha alma, que me transmitia paz e calma.
Chegando à recepção do consultório fui atendida com uma pergunta:
- Qual o seu plano?
- O meu plano?
-Ah, o meu plano é viver mais e feliz! É dar sorrisos, aquecer os que sentem frio epreencher esse vazio que sinto agora!
Mas a resposta teria que ser outra:
O “Meu plano de saúde”...
Apresentei o documento do dito cujo, já meio suado, tanto quanto o meu bolso, e aguardei. Entrei e o olhei, me surpreendi...
Rosto trancado, triste e cansado. Será que ele estava adoentado? Quem sabe, talvez gripado. Não tinha uma expressão alegre, provavelmente devido à febre.
Dei um sorriso meio de lado e um bom dia. Olhei o ambiente bem decorado. Sobre a mesa à sua frente, um computador. E no seu semblante, uma dor.
O que fizeram com o Doutor?
Quando ouvi sua voz, de repente:
- O que a Sra. sente?
Como eu gostaria de saber o que ELE estava sentindo, pois parecia mais doente que eu, a paciente...
- Eu? Ah! Sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação.
Esperei a sua reação.
Pensei: Vai me examinar, escutar a minha voz, auscultar meu coração...
Para minha surpresa, apenas me entregou uma requisição e disse:
- Peça autorização desses exames para conseguir a realização.
Quando li, quase morri.
“TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA”,
“RESSONÂNCIA MAGNETICA”
e “CINTILOGRAFIA”
Ai meu Deus, que agonia!
Eu só conhecia uma tal de “abreugrafia”!
Só sabia o que é estar a “ressonar” (dormir)
De “magnético”, eu conhecia um olhar...
E “cintilar”, só o das estrelas!
Estaria eu à beira da morte? De ir para o céu?
Iria morrer assim ao léu?
Naquele instante, timidamente, pensei em falar: terá o senhor amostra grátis de calor humano para aquecer esse meu frio? Que fazer com essa sensação de vazio?
Observe, doutor, o “tal pai da Medicina”, o grego Hipócrates acreditava que:
“A ARTE DA MEDICINA ESTAVA EM OBSERVAR”
Olhe pra mim... É bem verdade que o juramento dele está ultrapassado! Médico não é sacerdote, tem família e todo os problemas inerentes ao humano. Mas, por favor, me olhe, ouça a minha história! Preciso que o senhor me escute, ausculte e examine. Estou sentindo falta de dizer até “aquele 33”! Não me abandone assim de uma vez! Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança! Alimente a minha mente e o meu coração, me dê, ao menos, uma explicação! O senhor não se informou se eu ando descalço... ando sim! Gosto de pisar na areia e seguir em frente, deixando as minhas pegadas pela estrada da vida. Estarei errada? Ou estarei com o verme do amarelão? Existirá uma gotinha de solução? Será que existe vacina contra o tédio? Ou não terá remédio? Que falta o senhor me
faz, meu antigo doutor! Cadê o Scott, aquele da emulsão? Que tinha um gosto horrível, mas me deixava forte que nem “um Sansão”! E o elixir? Paregórico e categórico? E o chazinho de cidreira que me deixava a sorrir sem fronteiras? Será que pensei asneiras? Ah, meu querido e adoentado Doutor, sinto saudades dos seus ouvidos para me escutar, das suas mãos para me examinar, do seu olhar compreensivo e amigo... Do seu pensar...
O seu sorriso que aliviava a minha dor, que dava forças para lutar contra a doença e que estimulava a minha saúde e a minha crença... Sairei daqui para um ataúde? Preciso viver e ter saúde! Por favor, me ajude!
Oh, meu Deus! Cuide do meu médico e de mim, caso contrário, chegaremos ao fim...
Porque da consulta só restou uma requisição digitada em um computador, e o olhar vago e cansado do Doutor!
Precisamos urgente dos nossos médicos amigos, a medicina agoniza, ouço até os seus gemidos. Por favor, tragam de volta o meu Doutor!
Estamos todos doentes e sentindo dor... Peço para o ser humano uma receita de “calor” e, para o exercício da medicina, uma prescrição de “amor”!"

domingo, 1 de junho de 2014

"Quando perdoa, você se liberta. Com o perdão, as algemas que te prendiam ao passado se rompem e você passa a respirar aliviado e a caminhar livremente"
Tão amplo quanto o universo que habitamos é o universo que habita em nós.
Compreender como se movem nossas energias em nosso universo interior é condição para sermos livres e felizes. A liberdade é o maior bem do qual podemos usufruir na escola da vida, mas jamais seremos livres se não libertarmos certos “conteúdos” deste nosso universo interior.
Energia represada é origem de doença, não raro, depressão. Nossa energia vital deve fluir como fluem os rios e como sopram os ventos. O movimento orquestra e define a vida, água muito tempo parada é sinônimo de água contaminada.
A mais perigosa de todas as “águas contaminadas”, ou seja, os mais perigosos “conteúdos” do nosso universo interior são: a ignorância, o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a raiva e a mágoa.
A raiva e a mágoa são profundamente destrutivas para todos os que lhes dão morada interior. Raiva e mágoa destroem você de dentro para fora, causando danos muitas vezes irrecuperáveis. Raiva e mágoa alimentam-se de si mesmas e, também, do nosso orgulho e vaidade.
Manter a mente e o coração repleto de raiva e mágoa equivale andar pela vida com uma bomba relógio prestes a explodir, é só uma questão de tempo...
Raiva e mágoa são sentimentos ácidos que corroem as nossas possibilidades de felicidade. Felizmente existe um antídoto: o perdão.
Mas não serve qualquer perdão. Somente o perdão autêntico é terapêutico e libertador!          

Eu sei que parece estranho, mas, nem todo perdão é benéfico; afinal, nem todo perdão é sincero!
Quando alguém estufa o peito e diz que sofreu uma ofensa, mas perdoou, está na verdade fazendo sua autopromoção, querendo provar a si mesmo e aos outros como ele é especial por ter perdoado... Este perdão não é verdadeiro. Da mesma forma com a pessoa que diz: - Eu perdôo, mas Deus fará “justiça” por mim... Esse perdão, além de não ser verdadeiro, está muito distante da verdadeira compreensão de justiça e da misericórdia de Deus.
O “não-perdão” constitui energia represada, conduz a doenças da alma e do corpo e é a maior causa do sofrimento espontâneo (aquele que nós mesmos buscamos).
Se nos magoamos ou nos sentimos ofendidos quando alguém diz que nós não sabemos amar, ou não sabemos ser amigos de verdade, provavelmente estas pessoas estejam certas!
Não há perdão sincero sem o esquecimento da raiva e da mágoa que lhe deram origem. Esquecer a mágoa e a raiva não significa esquecer o fato! Os fatos, muitas vezes, permanecem na memória e são motivo de aprendizado. Se esquecêssemos todo o mal que alguém nos fez no passado, não aprenderíamos a nos cuidar melhor no futuro.
Devemos esquecer (deixar de sentir) a emoção negativa que toma a forma de raiva, mágoa, ou seja, se perdoamos verdadeiramente, conseguimos lidar com os fatos como algo distante, algo que não nos atinge mais, embora lembremos que eles aconteceram.
Quando as escolas religiosas nos convidam a esquecer os males que nos fizeram, estão nos convidando a deixar de manter o sentimento de raiva e mágoa.
A raiva e a mágoa são sempre destrutivas, mesmo quando não se exteriorizam. Algumas pessoas pensam: - eu tenho mágoa e raiva, mas não me manifesto, não me vingo, então tudo bem...
Não, não está tudo bem. É ótimo que você já tenha vencido os impulsos inferiores de revanche e vingança, mas a raiva e a mágoa que você abriga no seu universo interior continuam corrosivas. Elas vão continuar agredindo você por dentro. Perdoe!
Não pense que você está fazendo algo maravilhoso pelo outro ao perdoá-lo. Se o perdão é importante para o outro, é ainda mais importante para você! Quando perdoa, você se liberta. Com o perdão, as algemas que te prendiam ao passado se rompem e você passa a respirar aliviado e a caminhar livremente.
Não há relacionamento sincero sem aceitação. Para perdoar é preciso aceitar. Aceitar não significa concordar, significa compreender!
Para perdoar precisamos compreender a nós mesmos e aos outros. Se não nos dedicamos a compreender o outro, estamos esquecendo que se estivéssemos em seu lugar, talvez fizéssemos coisa igual ou pior. E, mesmo que não cometêssemos o mesmo erro, isso se deveria apenas ao fato de já termos aprendido uma lição que ele ainda não aprendeu. Se  aprendemos a lição é porque já passamos por ela, ou seja, já erramos muitas vezes. Se não sentimos pelo outro a mesma compreensão que sentimos em nossa própria defesa, então, nosso perdão não existe, ele é pura vaidade.
Se alguém errou com você, ainda que gravemente, não perca tempo e saúde do corpo e da alma alimentando a raiva e a mágoa, elas te mantêm aprisionado ao passado. Perdoe e siga. Perdoar é inteligente e humano. Perdoar é libertar primeiro a si mesmo, depois ao outro.
Mahatma Ghandi e o perdão
Entre os inúmeros exemplos de perdão oferecidos pela História, vale lembrar de um precioso exemplo. Certa vez perguntaram a Mahatma Ghandi se ele perdoava com muita frequência, ao que ele respondeu: “Não, ninguém nunca me ofendeu”.
Você só precisa perdoar quando se magoa ou se sente ofendido. Quando vencer estas situações perceberá que não há mais necessidade tão frequente de perdão.
          
Aprendendo a não sentir magoa e a não se sentir ofendido com tanta frequência, você precisará perdoar menos, e isso equivale a ter aprendido a verdadeira humildade.   
          
Se o amor é a porta da felicidade, o perdão é a única chave que pode abrir esta porta, quando fechada!          
Perdoe e siga adiante...
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/atitudes_perdoar.htm


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em meio à tantas metas e prazos, a gente sabe que é na companhia do outro, na intenção e na atenção dedicados à amizade e ao encontro que a vida faz sentido. Sem perder tempo com as miudezas que importam, perdemo-nos todos. Perdidos e acelerados, periga que um dia, a gente não se ache mais.

domingo, 1 de janeiro de 2012

De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás. De repente, num instante fugaz, as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e ano novo chegou. De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num so pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ E AMOR. De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos são humanos e descendentes de um só Pai, os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar. De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade. De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver. De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm: a vida. De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança, porque só o homem pode alterar os rumos da vida. De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece. FELIZ ANO NOVO! HAPPY NEW YEAR

Romualdo....

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Perhaps Love


Perhaps Love

Talvez o amor seja como um lugar de descanso, um abrigo da tempestade
Ele existe para te dar conforto, ele está lá para te manter aquecido
E nas horas de turbulência, quando mais você está sozinho
A lembrança de um amor te levará para casa

Talvez o amor seja como uma janela, talvez uma porta aberta
Ele te convida a chegar mais perto, ele quer te mostrar mais
E mesmo que você se perca e não saiba o que fazer
A lembrança de um amor fará você superar tudo

Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora, como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre, e todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você

O amor para alguns é como uma nuvem, para outros, tão forte quanto o aço
Para alguns um modo de vida, para outros uma forma de sentir
E alguns dizem que o amor está suportando e outros dizem "deixa ir"
E alguns dizem que o amor é tudo, e outros dizem que não sabem

Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora, como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre, e todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você

E alguns dizem que o amor está suportando
E outros dizem "deixa ir"
E alguns dizem que o amor é tudo, e outros dizem que não sabem

Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora, como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre, e todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você

A história do pescador e do banqueiro Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou...