domingo, 16 de julho de 2017

A história do pescador e do banqueiro

Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador.
Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho.
O banqueiro elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe: “Quanto tempo gastou para pescá-los?”
O pescador respondeu que pouco tempo. Então O banqueiro perguntou: “Por que não gasta mais tempo e tira mais pescado?”
O pescador disse que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família.  Mais uma vez, o banqueiro perguntou: “Mas o que você faz com o resto do seu tempo?”
O pescador disse: “Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, tiro um cochilo com minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco violão com os meus amigos.
O banqueiro replicou: “Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros.
Em vez de vender o peixe a um intermediário, poderia fazê-lo diretamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição.
Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, de onde geriria a sua empresa em expansão”.
O pescador perguntou: “Mas, quanto tempo demoraria isso?”
 O banqueiro respondeu: “Entre 15 e 20 anos”.
“E depois?“, perguntou o pescador.
O banqueiro deu risada e disse que essa era a melhor parte: “Quando chegar a hora, deveria anunciar uma IPO (Oferta Pública de Aquisição) e vender as ações da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões! ”
Milhões … E depois?“, tornou o pescador.
Daí O banqueiro responde:
“Poderá então se aposentar e ir para uma cidade no litoral, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar violão com os seus amigos”.
Então o pescador pergunta: “Por acaso isso não é o que já tenho?”
Moral da história
Será que não seríamos mais felizes se simplesmente aproveitássemos o que já temos? A felicidade está no caminho, não no fim.

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